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15 dezembro, 2011

Mais uma história de nos deixar um sorriso de Vitória


Em Portugal, todos os anos há quase dez mil prematuros 
(Foto: Rui Gaudêncio)





Hoje foi dia de ir ao Centro de Paralisia... a consulta de Terapia da Fala, que correu muito bem. A V. começa a balbuciar mais sons e a interagir mais connosco. Hoje, brincou ao jogo do faz de conta: dar papa ao bebé, fazia o gesto de levar a colher à boca da boneca, levar o copo de água à boca da boneca. O jogo dos objectos iguais, tentar associar as imagens e quando são iguais juntá-las. 
Depois fomos ter com a C. (fisioterapeuta), que ficou radiante de nos ver e verificou que aos poucos os passos da V. vão ficando mais corrigidos e as mazelas do derrame cerebral menos notórias. Conclusão a fisioterapia foi suspensa, sim vamos ficar sempre atentos a qualquer sinal e caso seja necessário a V. regressa às mãos maravilhosas da C.. Hoje, dei um forte abraço à C. e um grande OBRIGADA por cuidar bem da nossa menina, que agora já levantou voo. 

02 abril, 2009

Para as princesinhas... Dia Internacional do livro Infantil


"O Livro fechado"
Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira, nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
- Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
- Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
- É o teu caso?
- perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
- Por sinal, não - esclareceu o colega, um respeitável calhamaço.
- Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
- Quem me dera essa sorte - disse outro livro ao lado, a entrar na conversa.
- Por mim só me passaram os olhos, página sim, página não... Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
- Eu também - falou, perto deles, um livrinho estreito. - Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
- Isso não é trabalho para livro - estranhou o calhamaço.
- À falta de outro... - conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele... Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre os joelhos.
- Tem bonecos esse livro? - perguntou a voz de uma menina, debruçada sobre o livro, ainda por abrir.
- Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te - disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo e, enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
- Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste.
Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
- Lê - exigiu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta. Às vezes, vale a pena esperar.
Autor: António Torrado
Foto: © av, Fonte Coberta, Fevereiro 2009

14 setembro, 2008

já pensaste que ...



Já alguma vez pensaste
que bom é ter olhos
para ver o mundo

e ouvidos
para ouvir os outros

e boca
para dizer tudo aquilo
que dizemos

e pernas
para nos levar
onde somos precisos

e mãos
para ajudar os que
delas necessitam

e braços
para estreitar os outros
num abraço

e ombros
para que alguém neles
recline a cabeça fatigada

e cérebro
para pensar em ajudar os outros

e coração
para sentir as coisas
que nem sempre compreendemos
imediatamente.

Já alguma vez pensaste
como tudo isto é maravilhoso?

Texto de Leif Kristiansson
(tradução de Maria Lino)


Amanhã é um dia muito especial, o teu primeiro dia de escola, uma nova fase na tua vida Inês e o começo de uma viagem que nunca acaba...

Tem um belo e feliz dia :o)