Graças a ela,
à minha querida mãe,
que fiquei com o gosto pela leitura…
Em pequena, adorava brincar com as bonecas, andar na rua com as amigas e amigos lá do bairro, jogar às escondidas, andar de bicicleta e outras brincadeiras de infância… As minhas leituras, além dos livros obrigatórios de escola, eram os livros do patinhas & companhia e os livros da Anita. Aconteceu, que um dia fiquei muito doente, febres altíssimas, uma maleita que nunca os médicos conseguiram descobrir, uma virose, talvez!!! Fiquei de cama algum tempo e claro a minha mãe, teve que me acompanhar e olhar por mim… Nesses dias e para me entreter na cama, ia buscar os livros do meu irmão, dois anos mais velho do que eu, e lia-me em voz alta, lia-me, lia-me com a sua voz doce de mãe…
Hoje, agora, que tenho menos tempo para a minha leitura… tenho na mesinha de cabeceira um livro a meio, um outro por ler e outro que entretanto tenho devorado aos poucos todas as noites. O livro chama-se “Histórias daqui e dali” de Luis Sepúlveda, um pequeno livro escrito pelo próprio onde relata 25 histórias, de lugares entre a América Latina e a Europa, escreve sobre o seu exílio... “Nós, os exilados, somos como os lobos, para onde vamos juntamo-nos às alcateias que não são as nossas, mas convivemos, caçamos juntos, e, no entanto, a lua convida a afastar-nos para uivar de solidão.”... sobre as memórias, recordações e reencontros. Das histórias que já li, todas elas nos alertam para a nossa forma de viver de hoje, a nossa identidade, sobre o estado do mundo no passado e que continua tão presente…
Graças à minha mãe e à sua voz doce, e também por causa da Joanissima (onde li este post), ando com vontade de ler o livro "O ladrão das Sombras" de Marc Levy - é a história de um rapazinho (que se tornará adulto) com a capacidade de escutar o que as sombras dos outros lhe dizem sobre os sonhos e os medos das pessoas...