08 março, 2007

Os bichos deste lugar (I)

As cabrinhas

Campos floridos


O passeio


O dia de sol e outro de chuva...

As meninas de Lisboa chegaram bem, abraços e beijinhos, as saudades já eram muitas!!!
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A avó Bel, fez para o jantar um bacalhau com natas, de comer e chorar por mais. Após o nosso belo jantar e como já era um pouco tarde, as pequenas foram para a cama e nós ficamos à conversa junto da patusca (nome que a minha mãe utiliza, quando se refere à salamandra).
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Despertamos cedo no dia seguinte, casa com crianças cedo se madruga, e fomos para o terraço jogar à bola e outras brincadeiras que nos fazem recordar os tempos de meninice... De tarde, fomos dar um longo e belo passeio, por um caminho estreito ao longo do rio de Mouros que vai dar à povoação vizinha - o Poço. As pessoas daqui, dizem que este mesmo caminho era utilizado pelos peregrinos para chegar a Santiago de Compostela. Durante esse percurso, vimos as cabrinhas a pastar, pessoas no campo a cuidar das suas terras, havia muitas flores e apanhámos imensas... A Inês e a Maria João estavam encantadas com os seus raminhos de flores coloridas...
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No Domingo, o dia acordou cinzento e chuvoso, ficamos recolhidas em casa...

02 março, 2007

Sexta-Feira...

A Pimenteira

As meninas de Lisboa estão a caminho... O tempo está murcho, o sol espreita de vez em quando por detrás de nuvens cinzentas. Mas, mesmo assim nós (*) acreditamos que pode haver um milagre e continuamos a repetir e a cantarolar para que o sol desperte:
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Avó diz: Nossa Senhora da Conceição: faça sol e chuva não!!!
Ana diz: Nossa Senhora da Conceição: faça sol e chuva não!!!
Alberto diz: Nossa Senhora da Conceição: faça sol e chuva não!!!
Isabeló diz: Nossa Senhora da Conceição: faça sol e chuva não!!!
Daniela diz: Nossa Senhora da Conceição: faça sol e chuva não!!!
Verinha pensa: Nossa Senhora da Conceição: faça sol e chuva não!!!
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(*) Os que aguardam ansiosamente pela chegada das "meninas de Lisboa": Avó Isabel, a Ana, o Alberto, a Isabeló, a Daniela e a Verinha (que está doentinha e um pouco rabujenta, mas esperemos que amanhã esteja melhor).

27 fevereiro, 2007

Que venha bom tempo para este fim-de-semana...

Autora: Dª Preciosa, Fonte Coberta, Fevereiro 2007

Pois é, espero que no próximo fim-de-semana esteja bom tempo, um sol maravilhoso como se fosse Primavera (para não pedir muito a São Pedro) ...No próximo fim-de-semana vamos ter casa cheia: a mana Taninha, a avó Adelaide e as minhas pequeninas sobrinhas Inês e Sara, vêm visitar a casa da avó Isabel. Fantástico!!! Muitos passeios vamos dar meninas!!!

Por isso, cá vai uma foto bem apropriada a acompanhar este post... Um espantalho, para afugentar as nuvens e o mau tempo.
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Pena, que o Jorginho esteja doente e não possa acompanhar a sua família... Rápidas melhoras!!!

23 fevereiro, 2007

A Filha do Polaco (cont. II)

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"Depois d'aquelle jantar de cavadores, decidiram sair a passeio até a umas centenas de passos d'ali, vagarosamente, por causa de Maria Pulaski.
- Uma delicia de tarde! - disse D. Izabel.
- Parece de abril - respondeu-lhe Maria Pulaski.
- O peor é que este belo sol, como eu ainda não vi senão na Italia, está a querer-nos fugir por detraz d'aquelles montes - notou o velho polaco.
Tinham saido da aldeia, deram uma volta e vieram descer, torneando a pequena alameda onde estava o estado maior de Massena. Ficaram a curta distancia, um pouco escondidos pelos troncos de dois grandes pinheiros mansos.
- Aquelles ainda estão a jantar - disse André Pulaski, indicando as mezas improvisadas, ás quaes estavam sentados os officiaes da comitiva de Massena.
- Jantar de campanha, jantar ao ar livre, - observou Pamplona sorrindo - mas, a julgar pelo cheiro, immensamente melhor que o nosso. (*)"
(*)"E assim, na supposição de que estava defendido por umas poucas de divisões francesas e achando agradavel aquelle sitio da Fonte Coberta e aquelle tempo delicioso, Massena ordenára que servissem o jantar ali mesmo ao ar livre." (Memórias do General Marbout, tomo II, pag. 433)

22 fevereiro, 2007

A Filha do Polaco (cont. I)


No seguimento do meu post de ontem, transcrevo mais um excerto do livro A Filha do Polaco;
"A umas dezenas de passos para a frente, n'um telheiro, uma guarda de trinta granadeiros e no declive de um outeiro, á beira do caminho, uns trinta dragões de cavallos á mão.
Por detraz dos carvallos fumegava uma cosinha de campanha. Os creados do Marechal preparavam o jantar. Mas não estão ali Maria Pulaski e Luiz de Castro e temos de ir procural-os.
Atravessêmos a aldeia. Logo a meio da ruasita principal se nos depara uma casa de melhor apparencia. Aquartelaram-se ali os Marquezes de Alorna e de Loulé, Candido Xavier e outros officiales. Sigamos para deante. Ao cabo da povoação, á porta de uma casita alegre, com um nicho de Santo António e um grande quintal, lá está como de sentinella o nosso granadeiro João Luiz. Hão de estar alli tambem as pessoas que procuramos. Estão."

21 fevereiro, 2007

A Filha do Polaco

A minha tia Graciete, contou-me que em pequena tinha lido um romance histórico – A Filha do Polaco, um livro impregnado de muitas verdades descritas de um modo fascinante e que conta as aventuras de um soldado polaco em terras lusas no tempo das invasões francesas. Esta obra de três volumes de autoria de António de Campos Júnior desapareceu no tempo e através do Presidente da Junta de Freguesia do Zambujal, o Dr. Fernando Manuel Abreu, conseguiu-se obter algumas fotocópias que fazem parte do volume III, 3ª edição, ano de 1926.
Assim, passo a transcrever alguns excertos desta história passados neste lugar;

“...Sigamos nós de Soure para Condeixa, mas, antes de lá chegar, tomemos pelo caminho para Miranda do Côrvo e indaguemos para que lado fica a povoação de Fonte Coberta.
Está ali o estado maior de Massena. Encontra o a gente logo a entrada da aldeia; á sombra de uns carva’lhos antigos. Fririon conversa com os nossos conhecidos Marbot, Ligneville e Casabianca. Massena está falando com o general Eblé e o ajudante Pelet. Mais largo, uns grupos de officiaes conversam animadamente.
O dia está uma delicia como se fosse um prenuncio de primavera. O sol queima como se estivessemos em junho. A cem passos do alpendre de uma casa térrea, humilde, sentado n’uma cadeira de tesoura, antiga, vê-se um dragãosinho de cabellos dourados e ao pé d’elle uma mulher de cabellos grisalhos com o traje de vivandeira. Conhecemos perfeitamente aquelle franzino official de dragões. É a companheira do Marechal no seu travesti de companhia.”

08 fevereiro, 2007

Janela aberta...



Não basta abrir a janela

Para ver os campos e o rio.

Não é bastante não ser cego

Para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.

Há só cada um de nós, como uma cave.

Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;

E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,

Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Não basta, Alberto Caeiro

07 fevereiro, 2007

Glória



Os dias continuam frios, os primeiros raios de sol começam por dar vida a estas pequenas e humildes flores – malmequeres selvagens.... Os campos ficam cobertos, já cheira a Primavera!!!

...

Depois do Inverno, morte figurada,
A Primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores

Miguel Torga

30 janeiro, 2007

Em memória de Alberto Pinto Valejo (1924-1999)

as saudades que não morrem...

"...Trago-te no riso enterrado,
nas lágrimas que me
lançaste, escadas de
incêndio para a sabedoria
da felicidade, na pele
escaldada pelo brilho da
noite, depois do mar.
Deslizo para esta solidão
demasiado humana de não
poder voltar a ser sozinho,
como era quando tu
existias, nesta mesma
cidade, e eu já nem sequer
pensava em ti."
Fazes-me falta, Inês Pedrosa

22 janeiro, 2007

Largo Pier Maria Baldi


No ano de 1669, Fonte Coberta mereceu ser representada por Pier Maria Baldi – pintor toscano, quando o Príncipe Cosme de Médicis lhe solicitou uma pintura para memória deste lugar. Ainda que o cenário seja árido, nunca o lugar foi sentido inóspito, existindo suficientes vestígios de ocupação já nos séculos I e II. A sua localização tornou-o palco de episódios militares durante a terceira invasão francesa.

11 janeiro, 2007

Terra Firme

Dezembro, 2006



Lembras-me uma marcha de lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar


Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar

Queria viver tudo numa noite
sem perder a procurar
O tempo, ou o espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar

Quem foi que provocou vontade
se atiçou as tempestade
se amarrou o barco ao cais
Quem foi, que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais

devagar

Música: João Gil / Letra: Luís Represas

09 janeiro, 2007

Um novo ano...



As singelas flores do Rio de Mouros...

21 dezembro, 2006

Um Bom Natal...

A
todos
aqueles
que gostam
de dormir mas
que se levantam
sempre de bom humor.
Aos que saudam com um
beijo. Aos que trabalham muito
e se divertem mais ainda. Aos que
conduzem com pressa mas não buzinam
nos semáforos. Aos que chegam atrasados, mas
não inventam desculpas. Aos que apagam a televisão
para uma boa cavaqueira. Aos que são duplamente felizes,
fazendo só metade. Aos que se levantam cedo para ajudarem um
Amigo. Aos que vivem com o entusiasmo de uma criança e a sabedoria
de um adulto. Aos que vêm tudo preto só quando está tudo escuro. Aos que
não
esperam
pelo
Natal
para
serem
melhores
Santo Natal

18 dezembro, 2006

O Presépio



Já alguns anos que não o fazia e este ano o Natal será pela primeira vez na Fonte Coberta, e por isso, decidimos fazer o presépio.

Ontem ao início da tarde, por caminhos e montes andámos à procura do musgo e encontrámos grandes tapetes de fofo e variado musgo, apanhámos um pequeno tronco e alguns ramos de pinheiro. Já em casa, devolvemos à vida todas aquelas pequenas figurinhas de barro e este é o resultado final...

As criadoras: Eu, mãe Isabel, tia Graciete, Maria João e acompanhadas pelos nossos amigos de quatro patas Dingo e Jonas.