











Durante este longo e difícil trajecto, Massena estava extremamente preocupado com os perigos aos quais a senhora X... estava constantemente exposta. O seu cavalo caiu várias vezes nos bocados de rochedo que nós não conseguíamos ver por causa da escuridão. Esta mulher corajosa levantava-se, ainda que estivesse muito ferida, mas, por fim, estas quedas foram tão frequentes que lhe foi impossível voltar a pegar no seu cavalo ou mesmo caminhar e fomos obrigados a mandar os granadeiros transportá-la. Que teria sido dela se nos tivessem atacado?... O generalíssimo, implorando-nos que não abandonássemos a senhora X..., disse-nos várias vezes: « Que erro cometi ao trazer uma mulher para a guerra!». Em suma, saímos da situação crítica em que Ney nos tinha colocado."
" ... Os granadeiros da guarda pegaram imediatamente nas armas e puseram-se à volta de Massena, enquanto todos os seus ajudantes-de-campo e dragões, montando prontamente a cavalo, avançaram para o inimigo. Como estes tinham fugido sem queimar uma escorva, pensámos que eram homens perdidos que tentavam juntar-se ao exército inglês. Mas vimos imediatamente um regimento inteiro e vimos as encostas vizinhas cheias de inúmeras tropas inglesas que cercavam quase totalmente Fonte Coberta! 
No meu post de 13 de Novembro de 2006, apresentei-vos a minha rua e informei que o executivo de Condeixa-a-Nova tinha aprovado financiamento de obras para calcetamento nas ruas dos Alpendres e Valsinho. Pois é, as obras decorreram este mês e duraram cerca de duas semanas.
Agora sim, dá gosto abrir a porta e passear na rua dos Alpendres.

... Efectivamente, persuadido de que estava protegido por várias divisões francesas, Massena achou que a região de Fonte Coberta era muito agradável e que o tempo estava magnífico e mandou servir o jantar ao ar livre. Estávamos, então, muito tranquilamente à mesa, debaixo das árvores à entrada da vila, quando, de repente, vimos um piquete de 50 hussardos ingleses a menos de 100 passos! ...
Fonte:
"Memórias sobre a 3ª Invasão Francesa" de General Barão de Marbot. As suas memórias, escritas em 1847 e publicadas pela primeira vez em 1891, em três volumes, são das mais apreciadas de quantas incidiram sobre a época Napoleónica. Marbot participou na 3ª invasão Francesa em Portugal, integrado no Estado-Maior de Massena, descrevendo no seu livro, com bastante pormenor, os acontecimentos ocorridos nessa campanha.

Não tentes deter o vento, ele precisa correr por toda a parte,
ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Goza a luz do Sol, deixa-te acariciar por ele.
O calor é para todos.
As lágrimas? Não as seques, elas precisam correr na minha,
na tua, em todas as faces.
O sorriso! Esse deves segurar, não o deixes ir embora, agarra-o!
Quem amas? Guarda dentro de um porta jóias, tranca, perde a chave!
Quem amas é a maior jóia que possuis, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira
conserva a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.
Abre todas as janelas que encontrares e as portas também.
Persegue o sonho, mas não o deixes viver sozinho.
Alimenta a tua alma com amor, cura as tuas feridas com carinho.
Descobre-te todos os dias, deixa-te levar pelas tuas vontades,
mas não enlouqueças por elas.
Procura! Procura sempre o fim de uma história, seja ela qual for.
Dá um sorriso aqueles que esqueceram como se faz isso.
Olha para o lado, há alguém que precisa de ti.
Abastece o teu coração de fé, não a percas nunca.
Mergulha de cabeça nos teus desejos e satisfá-los.
Agoniza de dor por um amigo, só sairás dessa agonia se
conseguires tirá-lo também.
Procura os teus caminhos, mas não magoes ninguém nessa procura.
Arrepende-te, volta atrás, pede perdão!
Não te acostumes com o que não te faz feliz,
revolta-te quando julgares necessário.
Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela.
Se achares que precisas de voltar atrás, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
“O mais é nada".


Pois é, espero que no próximo fim-de-semana esteja bom tempo, um sol maravilhoso como se fosse Primavera (para não pedir muito a São Pedro) ...No próximo fim-de-semana vamos ter casa cheia: a mana Taninha, a avó Adelaide e as minhas pequeninas sobrinhas Inês e Sara, vêm visitar a casa da avó Isabel. Fantástico!!! Muitos passeios vamos dar meninas!!!

A minha tia Graciete, contou-me que em pequena tinha lido um romance histórico – A Filha do Polaco, um livro impregnado de muitas verdades descritas de um modo fascinante e que conta as aventuras de um soldado polaco em terras lusas no tempo das invasões francesas. Esta obra de três volumes de autoria de António de Campos Júnior desapareceu no tempo e através do Presidente da Junta de Freguesia do Zambujal, o Dr. Fernando Manuel Abreu, conseguiu-se obter algumas fotocópias que fazem parte do volume III, 3ª edição, ano de 1926.

Dezembro, 2006