08 janeiro, 2008
01 janeiro, 2008
2008, o ano principiante...
Num ambiente quente, na presença de uma boa lareira, uma mesa farta e a estreia do vinho novo. Soaram as doze badaladas na igreja do Zambujal e cumprindo o ritual de um brinde acompanhado pelas doze passas de uva, os desejos formulados e a finalizar viemos para a rua... Uma noite iluminada, um friozinho cortante e com a chegada do novo ano é saudado com grande alegria e euforia ao som do bater das tampas de tachos e panelas.
A todos um Feliz Ano Novo e os desejos das vossas passas sejam concretizados…
27 dezembro, 2007
Poema de Natal...

Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
"Antologia Poética" de Vinicius de Moraes
18 dezembro, 2007
O Presépio ...

A todos um Feliz Natal!!!
12 dezembro, 2007
Simples inspiração!

sentir...
o movimento da terra lento e sereno, beijando a lua traindo o sol.
olhar...
os astros no alto cintilantes em tons mil de magia, galáxias de sonho, universo de paz.
tocar...
o orvalho da manhã, cristalino! Como gotas de diamante nos primeiros raios de sol de Primavera
ouvir...
a água correndo na fonte que ali ao lado se abre em charco vivo de vida.
e é tão simples.......
Luís de Almeida
21 novembro, 2007
Azeitona & Azeite
A oliveira floresce na Primavera e o fruto começa a formar-se para ir amadurecendo, passando da cor verde a negro, desde o Verão até ao final do Outono ou princípio de Inverno, altura em que tem lugar a apanha.
05 setembro, 2007
29 agosto, 2007
De regresso a casa
24 julho, 2007
O primeiro de muitos...

A festa decorreu em casa dos pais e embora não se tenha realizado na Fonte Coberta, achei por bem noticia-la aqui. Assim as meninas de Lisboa, ficam mais perto e podem ver o primeiro bolo de aniversário da Verinha...
Aqui fica o clássico...
19 julho, 2007
17 julho, 2007
Os bichos deste lugar (IV)



12 julho, 2007
Momentos deliciosos

D.A. : Estou doente.
Eu : Ohhh!!! então???
D.A. : Dói-me a garganta. Gostas do meu pijama ?
(vestia um pijama cor-de-rosa e ao peito tinha a cara da Minie)
Eu : Ahhh.. tão lindo, é muito bonito o teu pijama e é da Minie... Daniela queres ser a minha Minie? (perguntei eu na brincadeira)
D.A. : NÃO...
Eu : Porquê? (ela que gosta tanto de brincar às princesas, príncipes e afins... porque não ser a minha Minie!!! Pensei eu...)
D.A. : Eu sou uma pessoa.
02 julho, 2007
Os bichos deste lugar (III)
21 junho, 2007
20 junho, 2007
Sempre de portas abertas...

19 junho, 2007
Quase um mês passado...

13 abril, 2007
10 abril, 2007
03 abril, 2007
O que a nossa vista alcança...


Na companhia da Maria João e dos nossos amigos de quatro patas dingo e jonas, tomámos coragem e decidimos subir a um dos três montes que circundam a Fonte Coberta. Com alguma dificuldade, visto o terreno ser um pouco tortuoso e íngreme, chegamos a meio do monte. Olhámos para o horizonte... a vista é magnífica: as casinhas da nossa aldeia (infelizmente algumas delas foram esquecidas e estão quase em ruínas, outras reconstruídas sem respeitar a traça original), extensos campos cultivados, vinhas, campos de oliveiras, os montes: Germanelo, Melo, Trás-de-Figueiró e outros montes que eu não sei os nomes!!! Os lugares vizinhos: Póvoa da Pega, Zambujal e etc.
Resolvemos fazer uma pausa e sentamo-nos no chão a gozar a bela paisagem. Após o nosso merecido descanso, pensamos que seria melhor não continuar a nossa escalada, o caminho até ao cimo do monte ainda era longo...
A retirada - Memórias sobre a 3ª Invasão Francesa (cont. II)

Durante este longo e difícil trajecto, Massena estava extremamente preocupado com os perigos aos quais a senhora X... estava constantemente exposta. O seu cavalo caiu várias vezes nos bocados de rochedo que nós não conseguíamos ver por causa da escuridão. Esta mulher corajosa levantava-se, ainda que estivesse muito ferida, mas, por fim, estas quedas foram tão frequentes que lhe foi impossível voltar a pegar no seu cavalo ou mesmo caminhar e fomos obrigados a mandar os granadeiros transportá-la. Que teria sido dela se nos tivessem atacado?... O generalíssimo, implorando-nos que não abandonássemos a senhora X..., disse-nos várias vezes: « Que erro cometi ao trazer uma mulher para a guerra!». Em suma, saímos da situação crítica em que Ney nos tinha colocado."
29 março, 2007
O ataque - Memórias sobre a 3ª Invasão Francesa (cont. I)
" ... Os granadeiros da guarda pegaram imediatamente nas armas e puseram-se à volta de Massena, enquanto todos os seus ajudantes-de-campo e dragões, montando prontamente a cavalo, avançaram para o inimigo. Como estes tinham fugido sem queimar uma escorva, pensámos que eram homens perdidos que tentavam juntar-se ao exército inglês. Mas vimos imediatamente um regimento inteiro e vimos as encostas vizinhas cheias de inúmeras tropas inglesas que cercavam quase totalmente Fonte Coberta! 28 março, 2007
A minha rua... agora está mais bonita!!!

No meu post de 13 de Novembro de 2006, apresentei-vos a minha rua e informei que o executivo de Condeixa-a-Nova tinha aprovado financiamento de obras para calcetamento nas ruas dos Alpendres e Valsinho. Pois é, as obras decorreram este mês e duraram cerca de duas semanas.
Agora sim, dá gosto abrir a porta e passear na rua dos Alpendres.
27 março, 2007
Memórias sobre a 3ª Invasão Francesa

... Efectivamente, persuadido de que estava protegido por várias divisões francesas, Massena achou que a região de Fonte Coberta era muito agradável e que o tempo estava magnífico e mandou servir o jantar ao ar livre. Estávamos, então, muito tranquilamente à mesa, debaixo das árvores à entrada da vila, quando, de repente, vimos um piquete de 50 hussardos ingleses a menos de 100 passos! ...
Fonte:
"Memórias sobre a 3ª Invasão Francesa" de General Barão de Marbot. As suas memórias, escritas em 1847 e publicadas pela primeira vez em 1891, em três volumes, são das mais apreciadas de quantas incidiram sobre a época Napoleónica. Marbot participou na 3ª invasão Francesa em Portugal, integrado no Estado-Maior de Massena, descrevendo no seu livro, com bastante pormenor, os acontecimentos ocorridos nessa campanha.
21 março, 2007
Navegar, Fernando Pessoa

mas não os tires do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admira a Lua, sonha com ela,
Mas não queiras trazê-la para Terra.
Goza a luz do Sol, deixa-te acariciar por ele.
O calor é para todos.
Não tentes deter o vento, ele precisa correr por toda a parte,
ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Goza a luz do Sol, deixa-te acariciar por ele.
O calor é para todos.
As lágrimas? Não as seques, elas precisam correr na minha,
na tua, em todas as faces.
O sorriso! Esse deves segurar, não o deixes ir embora, agarra-o!
Quem amas? Guarda dentro de um porta jóias, tranca, perde a chave!
Quem amas é a maior jóia que possuis, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira
conserva a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.
Abre todas as janelas que encontrares e as portas também.
Persegue o sonho, mas não o deixes viver sozinho.
Alimenta a tua alma com amor, cura as tuas feridas com carinho.
Descobre-te todos os dias, deixa-te levar pelas tuas vontades,
mas não enlouqueças por elas.
Procura! Procura sempre o fim de uma história, seja ela qual for.
Dá um sorriso aqueles que esqueceram como se faz isso.
Olha para o lado, há alguém que precisa de ti.
Abastece o teu coração de fé, não a percas nunca.
Mergulha de cabeça nos teus desejos e satisfá-los.
Agoniza de dor por um amigo, só sairás dessa agonia se
conseguires tirá-lo também.
Procura os teus caminhos, mas não magoes ninguém nessa procura.
Arrepende-te, volta atrás, pede perdão!
Não te acostumes com o que não te faz feliz,
revolta-te quando julgares necessário.
Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela.
Se achares que precisas de voltar atrás, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
“O mais é nada".
3ª Invasão Francesa

Encontrei no site da Câmara Municipal da Lousã, uma informação no âmbito das comemorações dos cem anos ( 1811-1911) em que o exército Francês de Massena atravessou o concelho da Lousã.
“...Em 13 e 14 houve combates em todo o caminho sendo o mais importante o da Fonte Coberta na noite de 14 e em que o próprio Massena esteve em riscos de ser feito prisioneiro com seu estado maior tendo de sair apressadamente pelas traseiras da casa onde se preparava um jantar que não chegou a saborear.”
O tal jantar relatado no livro A Filha do Polaco.
20 março, 2007
13 março, 2007
12 março, 2007
Daniela, amarela...


















