
13 novembro, 2008
Odisseia na cozinha

10 novembro, 2008
04 novembro, 2008
Viagem
"Aparelhei o barco da ilusãoE reforcei a fé do marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar…
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos)
E disse adeus ao cais, á paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura…
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar."
29 outubro, 2008
Momentos inesperados!!!
Continuo a saboreá-lo à minha maneira. Olho e fico rendida... Agora é um sauve momento, a tua presença é uma companhia constante!!!
19 outubro, 2008
Agora É
14 setembro, 2008
já pensaste que ...
Já alguma vez pensaste
que bom é ter olhos
para ver o mundo
e ouvidos
para ouvir os outros
e boca
para dizer tudo aquilo
que dizemos
e pernas
para nos levar
onde somos precisos
e mãos
para ajudar os que
delas necessitam
e braços
para estreitar os outros
num abraço
e ombros
para que alguém neles
recline a cabeça fatigada
e cérebro
para pensar em ajudar os outros
e coração
para sentir as coisas
que nem sempre compreendemos
imediatamente.
Já alguma vez pensaste
como tudo isto é maravilhoso?
Texto de Leif Kristiansson
(tradução de Maria Lino)
Amanhã é um dia muito especial, o teu primeiro dia de escola, uma nova fase na tua vida Inês e o começo de uma viagem que nunca acaba...
Tem um belo e feliz dia :o)
05 setembro, 2008
Marino Marini - La Piu Bella Del Mondo
04 setembro, 2008
A origem da Felicidade...

Tu sei per me le più bella del mondo
E un amore profondo mi lega a te
Tu sei per me una cara bambina
Primavera divina per il mio cuore
Splende il tuo sorriso
Sul dolce tuo bel viso
E gli occhi tuoi sinceri
Mi parlano dÂ’amore
Tu sei per me la più bella del mondo
E un amore pprofondo mi lega a te
Tutto, tu sei per me
Sou eu mesmo, sim senhor
Quero mostrar ao mundo
Que tenho valor
Eu sou o rei dos terreiros
Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem leva a alegria
Para milhões de corações brasileiros
Título: La più bella del mondo / A voz do morro
Celso Fonseca
Composição: Marino Marini / Zé Keti
23 agosto, 2008
Surpresa!!! :))))))))))))))))
22 agosto, 2008
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
21 agosto, 2008
Brincadeiras na areia...
18 agosto, 2008
De regresso a casa...
" Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos... "
24 julho, 2008
17 julho, 2008
15 julho, 2008
14 julho, 2008
Estrela da Tarde
Era a tarde mais longa de todas as tardes
que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas,
tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca,
tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste
na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos
no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos
ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste
o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite,
para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites
que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas
e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos
cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite
uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite
nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites
que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite
amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem,
vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura,
se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo
e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste
dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste
despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem
se quer tanto!
Ary dos Santos
08 julho, 2008
06 julho, 2008
Terra
03 julho, 2008

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
02 julho, 2008
Rio de Mouros...
Vem e me abraça me leva
pra beira do igarapé,
mapas escorrem das mãos
que vão me fazer cafuné.
A vida começa agora,
ilhas de mel, são rios de mel,
remansos e correnteza.
Sertão das Águas,
o amor quando quer é bater e valer,
inunda os dias de sol,
pode chover se quiser.
Lá no sertão, quando vem a noite chover estrelas,
pingos de luz, são gotas de luz,
teus olhos na corredeira,
sertão veredas do Grão-Pará.
Sertão canoa das populações ribeirinhas
que vivem dos frutos da mata
e que não podem a floresta ver destruída.
Não venha o fogo queimar,
nem trator correr, arrastar
pra que a vida queira pulsar e correr.
Rede que embala o amor
e lambuza de tamba-tajá,
lábios com fino licor,
sede de se lambuzar.
O meu pensamento voa,
chega primeiro a minha voz,
cai nos meus braços,
aperta os laços, desfaz os nós.
O grito dessas pessoas
no fundo dos seringais,
devia ser escutado
em Beléns e Manais.
Corre nas veias remar e seguir a viagem,
viver só carece coragem;
esperança que a paz
reine na floresta.
Não venha o fogo queimar,
nem trator correr, arrastar,
pra que a vida queria pulsar e correr.
Sertão das Águas,
o amor quando quer é bater e valer,
inunda os dias de sol
e pode chover se quiser.
O meu pensamento vai,
chega primeiro a minha voz,
cai nos meus braços,
aperta os laços, desfaz os nós.
O grito dessas pessoas
dos fundos dos seringais,
precisa ser escutado
em Beléns e Manais.
Milton Nascimento




