10 fevereiro, 2008
08 fevereiro, 2008
Tu
Isto és tu. O tormento. Uma linha desgovernada, que corre como luz e nunca tem fim.
Tu és o caminho por onde sigo mesmo sem saber; o lugar onde descanso; o lençol que se enrola à minha volta e me leva, quando preciso dormir.
Fazes-me rir. Fazes-me chorar. Fazes-me viver.
Tu és isto. Eu só sei isto. És o meu amor. Por ti tudo serei.
Para ti, tudo hei-de conseguir. Não é por amor. É só porque eu, sem ti, nada sou...
Tu és o caminho por onde sigo mesmo sem saber; o lugar onde descanso; o lençol que se enrola à minha volta e me leva, quando preciso dormir.
Fazes-me rir. Fazes-me chorar. Fazes-me viver.
Tu és isto. Eu só sei isto. És o meu amor. Por ti tudo serei.
Para ti, tudo hei-de conseguir. Não é por amor. É só porque eu, sem ti, nada sou...
Hoje de manhã saí muito cedo
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
03 fevereiro, 2008
31 janeiro, 2008
Expressividade - Sempre para sempre (Donna Maria)
Hoje é diferente... descobri este poema e não resisti em colocá-lo aqui. É belo!!! Falar de amor nunca foi e nunca será fácil...
29 janeiro, 2008
Um certo acontecimento...
A todos um muito OBRIGADA...
Pelo brinde e a companhia das 00h00, um post de luxo e florido, as mensagens escritas e em especial às dos madrugadores, pelo melhor beijo do mundo, os presentes, o maravilhoso almoço e os telefonemas constantes cheios de palavras doces e coloridas.
Este foi o meu tempo, marcado por longas horas felizes.
Pelo brinde e a companhia das 00h00, um post de luxo e florido, as mensagens escritas e em especial às dos madrugadores, pelo melhor beijo do mundo, os presentes, o maravilhoso almoço e os telefonemas constantes cheios de palavras doces e coloridas.
Este foi o meu tempo, marcado por longas horas felizes.
27 janeiro, 2008
O amor é uma companhia
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro
22 janeiro, 2008
Isto
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está de pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!
Fernando Pessoa
20 janeiro, 2008
13 janeiro, 2008
Dia de descanso
Ao abrir a janela do meu quarto pensei: estranho deitei-me debaixo de um céu limpo e iluminado pelas estrelas e hoje o dia está cinzento, um vento energético que curvava o bosque dos loureiros... Saí de casa e fiz um breve passeio solitário... sentir, escutar e apreciar as maravilhas da natureza. Como a da foto tão simples, com a chuva que tem caído nos últimos dias, fez emergir estes três inquilinos numa pinha.
Já é tarde, vou regressar porque amanhã é dia de trabalho...
Já é tarde, vou regressar porque amanhã é dia de trabalho...
09 janeiro, 2008
Começo...
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
Ou metade desse intervalo, porque também há vida...
Sou isso, enfim...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
Álvaro de Campos
Como tudo na vida remodelar é preciso!!!
Fonte Coberta está a ter uma nova forma...
Em breve ficará mais bonita!!! O conteúdo será o mesmo: os meus post's, uma maneira de transmitir às " meninas de Lisboa " o que se passa neste lugar; a arte em forma de poesia e não esquecendo, o que os meus olhos veem ao vivo através das minhas fotos.
Um pouco de mim e deixar a mente divagar...
Em breve ficará mais bonita!!! O conteúdo será o mesmo: os meus post's, uma maneira de transmitir às " meninas de Lisboa " o que se passa neste lugar; a arte em forma de poesia e não esquecendo, o que os meus olhos veem ao vivo através das minhas fotos.
Um pouco de mim e deixar a mente divagar...
01 janeiro, 2008
2008, o ano principiante...
O último dia do ano velho foi passado em sossego, na calma deste lugar, longe da exaltação...
Num ambiente quente, na presença de uma boa lareira, uma mesa farta e a estreia do vinho novo. Soaram as doze badaladas na igreja do Zambujal e cumprindo o ritual de um brinde acompanhado pelas doze passas de uva, os desejos formulados e a finalizar viemos para a rua... Uma noite iluminada, um friozinho cortante e com a chegada do novo ano é saudado com grande alegria e euforia ao som do bater das tampas de tachos e panelas.
A todos um Feliz Ano Novo e os desejos das vossas passas sejam concretizados…
27 dezembro, 2007
Poema de Natal...

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
"Antologia Poética" de Vinicius de Moraes
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
"Antologia Poética" de Vinicius de Moraes
18 dezembro, 2007
O Presépio ...

Mais um ano se passou, para mim abrandou nas horas felizes e voou nas horas infelizes...
Pela segunda vez o presépio volta a ter vida dentro da nossa casa. O musgo, a vegetação e as figuras de barro, como: a Sagrada Família, os três reis Magos, o moleiro e o seu moinho, uma lavadeira, uma mulher com um cântaro à cabeça, o pastor acompanhado pelo seu cão e seu rebanho...
A todos um Feliz Natal!!!
12 dezembro, 2007
Simples inspiração!

é bom parar,
sentir...
o movimento da terra lento e sereno, beijando a lua traindo o sol.
olhar...
os astros no alto cintilantes em tons mil de magia, galáxias de sonho, universo de paz.
tocar...
o orvalho da manhã, cristalino! Como gotas de diamante nos primeiros raios de sol de Primavera
ouvir...
a água correndo na fonte que ali ao lado se abre em charco vivo de vida.
e é tão simples.......
Luís de Almeida
sentir...
o movimento da terra lento e sereno, beijando a lua traindo o sol.
olhar...
os astros no alto cintilantes em tons mil de magia, galáxias de sonho, universo de paz.
tocar...
o orvalho da manhã, cristalino! Como gotas de diamante nos primeiros raios de sol de Primavera
ouvir...
a água correndo na fonte que ali ao lado se abre em charco vivo de vida.
e é tão simples.......
Luís de Almeida
21 novembro, 2007
Azeitona & Azeite
A oliveira floresce na Primavera e o fruto começa a formar-se para ir amadurecendo, passando da cor verde a negro, desde o Verão até ao final do Outono ou princípio de Inverno, altura em que tem lugar a apanha.
Na Fonte Coberta a apanha da azeitona faz-se à mão, recorrendo a varas (bate-se a árvore com varas compridas e flexíveis para que as azeitonas caiam sobre as mantas).
05 setembro, 2007
29 agosto, 2007
De regresso a casa
24 julho, 2007
O primeiro de muitos...

Ontem foi um dia muito especial e de festa na nossa "grande" família... A pequena Verinha fez o seu primeiro ano de vida.
A festa decorreu em casa dos pais e embora não se tenha realizado na Fonte Coberta, achei por bem noticia-la aqui. Assim as meninas de Lisboa, ficam mais perto e podem ver o primeiro bolo de aniversário da Verinha...
A festa decorreu em casa dos pais e embora não se tenha realizado na Fonte Coberta, achei por bem noticia-la aqui. Assim as meninas de Lisboa, ficam mais perto e podem ver o primeiro bolo de aniversário da Verinha...
Aqui fica o clássico...
19 julho, 2007
17 julho, 2007
Os bichos deste lugar (IV)

Há cerca de um mês, ofereceram à minha tia uns ovos e foram colocados num fofo ninho de palha e acolhidos por esta linda galinha garnizé. Assim, durante três semanas esta pequena galinha ficou a chocar os ovos...

Na semana passada, nasceram dois pintainhos... um preto e um amarelo torrado. Ambos são curiosos, atrevidos e adoram esgravatar, mas se uma pessoa entra dentro da capoeira, correm aflitos para debaixo das penas da sua progenitora.

12 julho, 2007
Momentos deliciosos

Encontrei a Daniela Amarela... e em conversa:
D.A. : Estou doente.
Eu : Ohhh!!! então???
D.A. : Dói-me a garganta. Gostas do meu pijama ?
(vestia um pijama cor-de-rosa e ao peito tinha a cara da Minie)
Eu : Ahhh.. tão lindo, é muito bonito o teu pijama e é da Minie... Daniela queres ser a minha Minie? (perguntei eu na brincadeira)
D.A. : NÃO...
Eu : Porquê? (ela que gosta tanto de brincar às princesas, príncipes e afins... porque não ser a minha Minie!!! Pensei eu...)
D.A. : Eu sou uma pessoa.
02 julho, 2007
Os bichos deste lugar (III)
21 junho, 2007
20 junho, 2007
Sempre de portas abertas...

Alegria, liberdade é o que elas sentem...
-
Na casa da avó Bel, não há fronteiras as portas estão sempre abertas. Sem dúvida, é um grande redupio, o entrar sair entrar sair é constante... As míudas divertem-se imenso, as brincadeiras, as correrias, as corridas de bicicleta, os bichos... Pois é, a diversão está na ordem do dia faça sol ou chuva!!! Ás vezes fico tão cansada de só olhar para elas (tipo língua de fora e cabelos em pé). Ohhhh, mas como é bom olhar para elas e vê-las crescer, sentir a energia, elas brincam "até fartar".
-
Quando a Inês chegou a casa, começou a chorar e a dizer à mãe que não gostava da casa, porque era triste, não tinha côr. Dizia aos soluços: a casa da avó Bel é mais bonita, eu quero voltar!!!
19 junho, 2007
Quase um mês passado...
Embora as minhas idas à Fonte Coberta tenham sido regulares, há já algum tempo que não dava notícias no meu blog.
E o que se tem feito por aqui? Pois é, além de dedicar-me ao meu novo passatempo - a Fotografia, como principiante e com algumas dicas do meu irmão, pego na minha máquina e saio por aí... armo-me em detective á procura de uma imagem, algo diferente.

Dedico-me ao nosso jardim & horta, mexer e revirar a terra é algo que gosto de fazer. Este ano, pela primeira vez plantámos: alfaces, tomates, pepinos e abóboras... tudo isto a partilhar com o limoeiro, os morangueiros silvestres, o alecrim, o buxo, a azália. O nosso jardim & horta é sem corantes, sem conservantes e o nosso estômago não se queixa!!! Agora já posso comer uma salada quando me apetecer, basta ir à horta.
Agora que os dias são mais longos, uma vantagem para fazer de tudo um pouco e recarregar as baterias...
13 abril, 2007
10 abril, 2007
03 abril, 2007
O que a nossa vista alcança...


Na companhia da Maria João e dos nossos amigos de quatro patas dingo e jonas, tomámos coragem e decidimos subir a um dos três montes que circundam a Fonte Coberta. Com alguma dificuldade, visto o terreno ser um pouco tortuoso e íngreme, chegamos a meio do monte. Olhámos para o horizonte... a vista é magnífica: as casinhas da nossa aldeia (infelizmente algumas delas foram esquecidas e estão quase em ruínas, outras reconstruídas sem respeitar a traça original), extensos campos cultivados, vinhas, campos de oliveiras, os montes: Germanelo, Melo, Trás-de-Figueiró e outros montes que eu não sei os nomes!!! Os lugares vizinhos: Póvoa da Pega, Zambujal e etc.
Resolvemos fazer uma pausa e sentamo-nos no chão a gozar a bela paisagem. Após o nosso merecido descanso, pensamos que seria melhor não continuar a nossa escalada, o caminho até ao cimo do monte ainda era longo...
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