Nothing with nothing around it and a few trees in between none of which very clearly green where no river or flower pays a visit. If there be a hell, i've found it. For if ain't here, where the Devil it is?
A minha toalha chama por mim... Faltam 3 dias e mar, praias de areias finas, águas cristalinas, calor, o luar, boa vida, relaxar, sem horas, descobrir, novos sabores, cheiros, aqui vou eu...
Recebi hoje este filme via e-mail, achei-o tão emocionante, que não resisti em colocá-lo aqui... Trafalgar Square - 18h00 no dia 30 de Abril de 2009.
Já agora, vai também a letra para acompanharem.
Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it better Remember, to let her into your heart, then you can start, to make it better.
Hey, Jude, don't be afraid, you were made to go out and get her, the minute you let her under your skin, then you begin to make it better.
And anytime you feel the pain, Hey, Jude, refrain, don't carry the world upon your shoulders.
For well you know that it's a fool, who plays it cool, by making his world a little colder. Da da da da da da da da...
Hey, Jude, don't let me down, you have found her now go and get her, remember (Hey Jude) to let her into your heart, then you can start to make it better.
So let it out and let it in, Hey, Jude, begin, you're waiting for someone to perform with. And don't you know that is just you? Hey, Jude, you'll do, the movement you need is on your shoulder. Da da da da da da da da...
Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it better, remember to let her under your skin, then you'll begin to make it better (better, better, better,better, better!) Da, da, da, da da da, da da da, Hey Jude... Da, da, da, da da da, da da da, Hey Jude...
Um dia quente a saber a Verão, à beira de um lago de nenúfares, observando as rãs e ouvindo o seu coaxear. Em boa companhia de amigos, num ambiente tranquilo e em harmonia, deliciei-me com um belo almoço ao ar livre, recheado de apetitosos sabores italianos e africanos.
Este é o puro prazer...
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." Charles Chaplin
Uma mesa com tons primaveris, as primeiras hortenses do jardim vieram alegrar o centro. Os sabores vindos da terra foram o prato principal e acompanhar o maravilhoso néctar de cor dourada e sabor frutado.
À volta da mesa, alegria e conversas animadas, fizeram este dia de descanso, para revigurar os sentidos... um dia em paz.
Sair do sono, despertar, abrir a janela e deixar penetrar os sons, os aromas do campo e sentir o vento fresco e brando no quarto... Tomar o ar e sentir o gozo de olhar a bela paisagem que este lugar oferece.
Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira, nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
- Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
- Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
- É o teu caso?
- perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
- Por sinal, não - esclareceu o colega, um respeitável calhamaço.
- Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
- Quem me dera essa sorte - disse outro livro ao lado, a entrar na conversa.
- Por mim só me passaram os olhos, página sim, página não... Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
- Eu também - falou, perto deles, um livrinho estreito. - Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
- Isso não é trabalho para livro - estranhou o calhamaço.
- À falta de outro... - conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele... Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre os joelhos.
- Tem bonecos esse livro? - perguntou a voz de uma menina, debruçada sobre o livro, ainda por abrir.
- Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te - disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo e, enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
- Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste.
Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
- Lê - exigiu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta. Às vezes, vale a pena esperar.
" As casas são como as pessoas, têm a sua idade, os seus cansaços, as suas loucuras. Ou talvez não - são as pessoas que são como as casas, com a sua cave, o seu sótão, os seus muros e, por vezes, janelas claras que dão para belos jardins. " Christian Bobin, " Isabelle Bruges "
Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim. A tua beleza aumenta quando estamos sós. E tão fundo intimamente a tua voz Segue o mais secreto bailar do meu sonho Que momentos há em que eu suponho Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen Mar Sonoro, p. 16