A tua beleza aumenta quando estamos sós.
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Mar Sonoro, p. 16
Afonso Tiago, um jovem engenheiro de 27 anos, que se encontrava a estagiar em Berlim, foi visto pela última vez às 3H40 da madrugada de 10 de Janeiro, junto da estação ferroviária de Ostbahnhof, onde se despediu de um amigo, dizendo-lhe que ia a pé para casa, a cerca de 15 minutos de caminho, mas nunca lá chegou. O Afonso Tiago continua desaparecido há mais de um mês.
Não podemos ficar indiferentes a esta notícia. Importa passar a mensagem e pedir que qualquer informação importante seja comunicada imediatamente. Todos os contactos em Afonso Tiago.
Novas notícias no
Público : Reportagem "O extraordinário caso do desaparecimento de Afonso em Berlim"
Apaguei as minhas velas num dia de Inverno...
A TODOS
aos que passaram por aqui e por ali
um muito muito OBRIGADA,
pelas palavras doces e calorosas, pelos mimos,
os beijos e os abraços apertados,
pela alegria imensa
pelo amor imenso
que transformou este meu dia de Inverno
num dia cheio de SOL.

Vejam só, este é o despertar do Max...
"Aparelhei o barco da ilusãoContinuo a saboreá-lo à minha maneira. Olho e fico rendida... Agora é um sauve momento, a tua presença é uma companhia constante!!!

Era a tarde mais longa de todas as tardes
que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas,
tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca,
tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste
na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos
no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos
ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste
o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite,
para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites
que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas
e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos
cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite
uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite
nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites
que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite
amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem,
vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura,
se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo
e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste
dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste
despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem
se quer tanto!
Ary dos Santos