av, Coimbra, varanda do meu jardim, 27 de Outubro de 2009
Faz hoje precisamente oito dias, recebo a notícia do meu médico a informar que estou com extenso descolamento da placenta… Assim, o único pedido do médico: ir para casa e ficar em repouso absoluto.
Hoje é o meu sétimo dia e deixo-vos o meu olhar, enquanto eu continuo a cuidar do meu milagre.
Não se perdeu nenhuma coisa em mim. Continuam as noites e os poentes Que escorreram na casa e no jardim, Continuam as vozes diferentes Que intactas no meu ser estão suspensas. Trago o terror e trago a claridade, E através de todas as presenças
Nothing with nothing around it and a few trees in between none of which very clearly green where no river or flower pays a visit. If there be a hell, i've found it. For if ain't here, where the Devil it is?
A minha toalha chama por mim... Faltam 3 dias e mar, praias de areias finas, águas cristalinas, calor, o luar, boa vida, relaxar, sem horas, descobrir, novos sabores, cheiros, aqui vou eu...
Recebi hoje este filme via e-mail, achei-o tão emocionante, que não resisti em colocá-lo aqui... Trafalgar Square - 18h00 no dia 30 de Abril de 2009.
Já agora, vai também a letra para acompanharem.
Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it better Remember, to let her into your heart, then you can start, to make it better.
Hey, Jude, don't be afraid, you were made to go out and get her, the minute you let her under your skin, then you begin to make it better.
And anytime you feel the pain, Hey, Jude, refrain, don't carry the world upon your shoulders.
For well you know that it's a fool, who plays it cool, by making his world a little colder. Da da da da da da da da...
Hey, Jude, don't let me down, you have found her now go and get her, remember (Hey Jude) to let her into your heart, then you can start to make it better.
So let it out and let it in, Hey, Jude, begin, you're waiting for someone to perform with. And don't you know that is just you? Hey, Jude, you'll do, the movement you need is on your shoulder. Da da da da da da da da...
Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it better, remember to let her under your skin, then you'll begin to make it better (better, better, better,better, better!) Da, da, da, da da da, da da da, Hey Jude... Da, da, da, da da da, da da da, Hey Jude...
Um dia quente a saber a Verão, à beira de um lago de nenúfares, observando as rãs e ouvindo o seu coaxear. Em boa companhia de amigos, num ambiente tranquilo e em harmonia, deliciei-me com um belo almoço ao ar livre, recheado de apetitosos sabores italianos e africanos.
Este é o puro prazer...
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." Charles Chaplin
Uma mesa com tons primaveris, as primeiras hortenses do jardim vieram alegrar o centro. Os sabores vindos da terra foram o prato principal e acompanhar o maravilhoso néctar de cor dourada e sabor frutado.
À volta da mesa, alegria e conversas animadas, fizeram este dia de descanso, para revigurar os sentidos... um dia em paz.
Sair do sono, despertar, abrir a janela e deixar penetrar os sons, os aromas do campo e sentir o vento fresco e brando no quarto... Tomar o ar e sentir o gozo de olhar a bela paisagem que este lugar oferece.
Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira, nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
- Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
- Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
- É o teu caso?
- perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
- Por sinal, não - esclareceu o colega, um respeitável calhamaço.
- Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
- Quem me dera essa sorte - disse outro livro ao lado, a entrar na conversa.
- Por mim só me passaram os olhos, página sim, página não... Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
- Eu também - falou, perto deles, um livrinho estreito. - Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
- Isso não é trabalho para livro - estranhou o calhamaço.
- À falta de outro... - conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele... Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre os joelhos.
- Tem bonecos esse livro? - perguntou a voz de uma menina, debruçada sobre o livro, ainda por abrir.
- Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te - disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo e, enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
- Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste.
Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
- Lê - exigiu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta. Às vezes, vale a pena esperar.
" As casas são como as pessoas, têm a sua idade, os seus cansaços, as suas loucuras. Ou talvez não - são as pessoas que são como as casas, com a sua cave, o seu sótão, os seus muros e, por vezes, janelas claras que dão para belos jardins. " Christian Bobin, " Isabelle Bruges "
Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim. A tua beleza aumenta quando estamos sós. E tão fundo intimamente a tua voz Segue o mais secreto bailar do meu sonho Que momentos há em que eu suponho Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen Mar Sonoro, p. 16
A blogosfera permite a rápida divulgação de mensagens e é mesmo isso o que se pretende com este apelo.
Afonso Tiago, um jovem engenheiro de 27 anos, que se encontrava a estagiar em Berlim, foi visto pela última vez às 3H40 da madrugada de 10 de Janeiro, junto da estação ferroviária de Ostbahnhof, onde se despediu de um amigo, dizendo-lhe que ia a pé para casa, a cerca de 15 minutos de caminho, mas nunca lá chegou. O Afonso Tiago continua desaparecido há mais de um mês.
Não podemos ficar indiferentes a esta notícia. Importa passar a mensagem e pedir que qualquer informação importante seja comunicada imediatamente. Todos os contactos em Afonso Tiago.
Senhor de ti, avanças, cauto, meio agastado e sempre a disfarçar o que afinal não tens e eu te empresto, ó gato, pesadelo lento e lesto, fofo no pelo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo ainda sem palavras, sem enredos, quem somos nós, teus donos ou teus servos?
ATODOS aos que passaram por aqui e por ali um muito muito OBRIGADA, pelas palavras doces e calorosas, pelos mimos, os beijos e os abraços apertados, pela alegria imensa pelo amor imenso que transformou este meu dia de Inverno num dia cheio de SOL.
No dia 25 de Janeiro, será uma data importante para este pequeno lugar, irá receber a ilustre visita de D. Carlos Ximenes Belo, Bispo Salesiano e Prémio Nobel da Paz.
O dia terá início na Igreja Paroquial do Zambujal, onde será celebrada uma missa pelas 10h00.
Entre as 11h00 e as 11h30, será inaugurada uma exposição bibliográfica sobre Timor-Leste. De seguida, haverá um almoço aberto a toda a população da freguesia. Após o almoço, que decorrerá no novo edifício da Associação de Jovens da freguesia do Zambujal, D. Carlos Ximenes Belo, visitará as capelas da Póvoa de Pêgas, Fonte Coberta e Serra de Janeanes.
Aproveitando este momento, lançou-se uma iniciativa a favor das crianças de Timor... Apelo a quem quiser passar pelos lugares acima mencionados e contribuir com donativos: livros de literatura infantil, bem como material escolar como lápis, borrachas e cadernos são bem-vindos e o seu destino final será numa escola primária.
Todos os anos é o mesmo! Chegamos a 31 de Dezembro, dia de S. Silvestre, e lá vem o dia 1 de Janeiro e o Novo Ano!
Neste dia, depois de festejado o Natal com família, chega a vez da alegria, do barulho, dos amigos e da farra! Hoje reunimo-nos para passar a meia-noite, para o "réveillon", um despertar especial e em boa companhia.
Despeço-me do Feliz Ano Velho de 2008 e desejo, para o ano que se aproxima, muita saúde, sucesso e bons momentos.